terça-feira, 12 de maio de 2009

Ortografia II (há / à / ah)

— 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo «haver».
(Noutros tempos verbais: havia, houve, haverá…)
à — contracção da preposição «a» com o determinante artigo definido «a»; no plural: às.
ah — interjeição (surpresa, dor, alegria…).

Exemplos:

  • pessoas muitos distraídas. / Ele -de vir cá.
  • Ontem fui à praia. / Comprei uma camisola às riscas.
  • Ah, finalmente chegaste!

    1. No nosso planeta ……..… muita poluição.
    2. A Rita foi ……..… feira e volta mais tarde.
    3. ……..… ! Esta é que é a Maria?
    4. Temos que ir ao supermercado, não ……..… pão nem queijo em casa.
    5. Os alunos estão a jogar ……..… bola.
    6. Ela esteve ……..… porta da sala, mas decidiu não entrar.
    7. ……..…! Que bom! Vou com o meu pai ao futebol.
    8. Naquele estabelecimento ……..… de tudo.
    9. Ontem fomos jantar ……..… Costa da Caparica.
    10. Queremos lanchar e já não ……..… bolos nem rissóis no bufete.
    11. ……..… dois anos, participei nas Olimpíadas de Matemática.
    12. Eles estiveram na praia até ……..… hora do almoço.
    13. ……..… uma da tarde, encontrar-nos-emos no local combinado.
    14. ……..… uma hora que aqui estou.
    15. Amanhã, ele ……..…-de voltar.
    16. ……..… três dias que não o vejo.
    17. ……..…vezes iam passear.
    18. ……..… que concluir o trabalho!
    19. Aproximou-se ……..… socapa.
    20. O Gabriel ……..…-de ser um bom cantor!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ortografia - III (acentuação)

Relembra, primeiro, as regras de acentuação gráfica:
1.Palavras agudas (aquelas em que a sílaba tónica é a última). Levam acento as:
a)terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s (pá, pás, café, cafés, lê, lês, avó, avós);
c)terminadas em i ou u, seguidos ou não de s, se antes do i ou do u há uma vogal com a qual eles não formam ditongo (sa-í, sa-ís, ba-ú, ba-ús);
d)terminadas nos ditongos abertos éu, éi e ói, seguidos ou não de s (chapéu, chapéus, anéis, anzóis, constrói);
e)terminadas em em ou ens se tiverem mais de uma sílaba (porém, parabéns).

2. Palavras graves (aquelas em que a sílaba tónica é a penúltima). Levam acento as:
a)terminadas em n, l, r, ou x (hífen, amável, açúcar, tórax)
b)terminadas em i ou u, seguidos ou não de s (lápis, júri, Vénus, túneis, fôsseis)
c)terminadas em sons nasais (um, uns, ão, ãos...) seguidos ou não de s (álbum, álbuns, órfão, órgão)
d)que têm na sílaba tónica o ditongo ói, excepto boina, comboio e dezoito (heróico)
e)que têm na sílaba tónica um i ou um u, se antes do i ou do u há uma vogal com a qual não fazem ditongo (saía, saída, conteúdo, miúdo, egoísta, juízes). Excepções: palavras como Coimbra, saindo, sairdes, rainha.

3. Palavras esdrúxulas (aquelas em que a sílaba tónica é a antepenúltima). Todas elas possuem acento.

Trabalho: colocar o acento, correctamente, nas palavras que dele necessitem, e, à frente, indicar que regra foi aplicada (1.a; 2.c; 3; etc.)

HALITO - hálito (3);
ANEL
ANEIS
ORFÃ
FACIL
ABDOMEN
RUIM
ANGULO
DISTINTIVO
EGOISMO
INICIADO
DEVESSEMOS
HINO
IDOLO
AMENDOA
ORGÃO
GABRIEL
CONSTITUIR
UTIL
VEJAIS
TENIS
AVENTURA
TUNEL
TUNEIS
PARTIRAMOS
PASSADO
FACILMENTE
ULTIMO
CADAVER
GENERO
GENEROSO
JUIZ
EXPERIENCIA
BENÇÃO
LIÇAO
PROBLEMATICA
DISTRAIDO
MOINHO
SAIRDES
LAGRIMA
PRECISASSE
TROUXERAM
AMAVELMENTE
CAISSE
ARRANHA-CEUS
DISTANTE
ALGUEM
HISTORICO
GIRASSOL
CLARABOIA
COMBOIO
REPRESENTANTE
PAU
NUVEM
PASSARO
ALVARO
LUIS
RAIZ
RAIZES
DEVIAMOS
TENS
OBTENS
PEROLA
IMPAR
FIZESTE
ALCACER DO SAL
SERPA
A NOTICIA
CANÇAO
DEZOITO
PEUGAS
PONTAPES
RESIDENCIAL

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ficha Formativa (Batalha de Aljubarrota)


Lê atentamente o episódio da Batalha de Aljubarrota (páginas 154-157 do manual).

I — Interpretação Textual
1. Comenta os efeitos do sinal da trombeta Castelhana (est. 28, v. 1) na natureza e nas pessoas.

2. Analisa a estrofe 31 a nível estilístico.

3. Analisa a técnica utilizada na descrição da batalha.

4. Caracteriza as forças militares em confronto.

5. Demonstra o empenhamento do narrador em glorificar os Portugueses.

6. As estrofes 32 e 33 referem um facto que não abona em favor dos Portugueses. Explica esta afirmação.

7. Explica, por palavras tuas, a estrofe 44.

8. Comenta as diferentes atitudes de D. João I e de Nuno Álvares Pereira, referidas na estrofe 45.

9. Embora a epopeia não seja uma obra de história, o narrador deste episódio é fiel à realidade.
Documenta esta afirmação, citando alguns exemplos em que o relato épico coincida com o relato histórico.

II — Funcionamento da Língua
1. Reescreve os seguintes versos, colocando as palavras pela ordem normal:
a. «Deu sinal a trombeta Castelhana, / Horrendo, fero, ingente e temeroso;» (est. 28, vv. 1-2)

b. «Com ofertas, despois, e romarias, / As graças deu a Quem lhe deu vitória.» (est. 45, vv. 3-4)

2. A trombeta castelhana tinha dado o sinal.
2.1. Reescreve esta frase na voz passiva.

3. Classifica a oração destacada nestes dois versos:
E as mães que o som terribil escuitaram / Aos peitos os filhinhos apertaram.» (est. 45, vv. 7-8)

4. «Já pelo espesso ar os estridentes / Farpões, setas e vários tiros voam;» (est. 31, vv. 1-2)
4.1. Faz a análise sintáctica da frase simples que constitui estes dois versos.

5. «Encobrem no profundo peito a dor» (est. 43, v. 5)
A palavra «dor» provém do étimo latino dolore(m).
5.1. Indica os fenómenos fonéticos que se verificaram na evolução da forma latina para a portuguesa:
dolore- > dolor > door > dor
5.2. Forma um adjectivo e um advérbio, a partir do étimo de «dor».

6. Transforma em frases complexas os pares de frases simples a seguir apresentados, utilizando as conjunções ou locuções conjuncionais das subclasses indicadas entre parênteses.
Faz as alterações necessárias à correcção das frases.

a. Todos queriam lutar. / Eles não tinham armas.
(conjunção ou locução subordinativa concessiva)

b. A espera foi muito longa. / Deixei-me dormir a meio.
(conjunção ou locução subordinativa consecutiva)

c. Não vou convosco à casa da Ana. / Eu e a Ana zangámo-nos.
(conjunção ou locução subordinativa causal)

d. Partimos de Lisboa às onze horas da manhã. / Podemos ainda almoçar em Aljubarrota.
(conjunção ou locução subordinativa condicional)

7. Completa as frases que se seguem com as formas convenientes dos verbos indicados entre parênteses

a. Pretérito perfeito do indicativo
Os soldados (encontrar-se) duas vezes.

b. Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
Os dois exércitos (sofrer) muitas baixas.

c. Pretérito imperfeito do conjuntivo (1.º verbo); condicional (2.º verbo).
Se os Castelhanos não (cometer) alguns erros tácticos, provavelmente (vencer) a batalha.

d. Pretérito imperfeito do indicativo
Aqueles homens (predispor-se) a dar a vida pela pátria.

CENÁRIOS DE RESPOSTA

I — Interpretação Textual
1. O poeta descreve o toque da trombeta castelhana que dá início ao combate. Para acentuar o carácter terrível deste sinal, são exagerados os seus efeitos na natureza e nas pessoas.
Assim, o som é de tal forma desmedido que chega a ser ouvido em diversas regiões da Península Ibérica: desde o monte Artabro, passando pelo Douro, até à terra Transtagana. Esta hipérbole é reforçada pela personificação do Guadiana e do Tejo, que ficam assustados.
As mães apertam os filhos para os protegerem e os rostos dos beligerantes empalidecem perante o perigo iminente.

2. A visualização dos acontecimentos resulta da utilização de vários recursos estilísticos, designadamente a adjectivação expressiva: «espesso ar», «estridentes farpões», «pés duros», «ardentes cavalos, «duras armas».
Os verbos, também muito expressivos, imprimem dinamismo à descrição da batalha: «voam», «treme», «espedaçam-se», «atroam».
Esta estrofe dá-nos a sensação de que estamos a assistir à própria batalha. Assim, as palavras onomatopaicas, como «estridentes» e «atroam», reproduzem o ruído da batalha, cujo efeito é reforçado pela repetição dos sons (p), (t), (s), (f), (v), (r) e pelas sonoridades nasais que abundam ao longo de toda a estrofe.

3. Para realçar os perigos da guerra e a grandeza dos comportamentos, predomina na descrição o tom hiperbólico, como se verifica na estrofe 28, em que se descrevem os efeitos do sinal da trombeta castelhana na natureza e nas pessoas.
O presente histórico confere actualidade e contribui para a veracidade do episódio: «Começa-se a travar a incerta guerra» (est. 30, v. 1).
É na estrofe 31 que se acentua o visualismo, o realismo e o carácter dinâmico da batalha, através da expressividade dos verbos e das aliterações que reproduzem o ruído da batalha.

4. Acentua-se, logo no início, o forte poder guerreiro do exército castelhano, «duro imigo» (est. 29, v. 6), através da caracterização do sinal da trombeta — «horrendo, fero, ingente, temeroso» (est. 28, v. 2). Este poder contrapõe-se ao carácter minoritário do exército português, «a pouca gente do fero Nuno» (est. 31, vv. 7-8). No entanto, «o furor de ofender ou vencer» (est. 29, vv. 5-6) prevalece nas hostes portuguesas.

5. O elogio dos Portugueses é conseguido através das referências, por um lado, ao valor e ao número dos adversários, por outro, aos actos de bravura do exército português.
De facto, na estrofe 28, evidencia-se o forte poder guerreiro dos Castelhanos, através da descrição hiperbólica dos efeitos do sinal da trombeta e, na estrofe 34, realça-se a sua superioridade numérica: «Tantos dos inimigos a eles vão» (v. 2). Esta valorização do adversário é uma forma de glorificar os Portugueses. Estes manifestam, ao longo de toda a acção, um comportamento heróico, salientando-se a figura de Nuno Álvares Pereira (est. 30, vv. 5-8).

6. Nestas estrofes, faz-se referência à traição de dois irmãos de Nuno Álvares Pereira, D. Diogo e D. Pedro, que combatem no exército castelhano, contra a sua pátria e contra o seu irmão. Em seguida, o poeta dá exemplos de militares que, na Antiguidade, pegaram também em armas contra a pátria.

7. Os Castelhanos, tristes pela derrota sofrida e pela desonra da vitória dos adversários, fazem algumas reflexões sobre a guerra. Através das imprecações proferidas pelos vencidos, nota-se a sua revolta não só contra a guerra, mas também contra a ambição desmedida do seu rei.

8. Enquanto que D. João I ficou a festejar a vitória e a agradecer a Deus, durante os três dias habituais, Nuno Álvares Pereira, que só pretendia a glória da guerra, passou além do Tejo.

9. Camões considera Nuno Álvares Pereira o protagonista desta batalha, salientando a sua coragem e o seu patriotismo: «Logo o grande Pereira, em quem se encerra / Todo o valor, primeiro se assinala» (est. 30, vv. 5-6). De facto o Condestável teve uma acção decisiva, quer na escolha do local, quer na iniciativa de abrir fossos onde muitos castelhanos iriam sucumbir.
No que diz respeito à caracterização dos exércitos, Camões realça a desproporção numérica: «Recrecem os imigos sobre a pouca / Gente do fero Nuno que os apouca» (est. 31, vv. 7-8). Efectivamente, o exército castelhano era muito mais numeroso e poderoso do que as tropas portuguesas.
Neste episódio, Camões denuncia a traição dos dois irmãos de Nuno Álvares Pereira à causa de D. João I: «Dizei-lhe que também dos Portugueses / Alguns tredores houve algũas vezes» (est. 33, vv. 7-8). Na realidade, D. Diogo e D. Pedro combateram no exército de Castela, lutando contra a pátria e contra o irmão.
Finalmente, anuncia-se a derrota dos Castelhanos: «A sublime bandeira Castelhana / Foi derribada aos pés da Lusitana» (est. 41, vv. 7-8). O exército castelhano sofreu muitas baixas, os peões dispersaram-se em pânico: «Já as costas dão e as vidas» (est. 42, v. 5) e o Rei de Castela foge para Santarém: «O campo vai deixando ao vencedor, / Contente de lhe não deixar a vida» (est. 43, vv. 1-2).

II — Funcionamento da Língua
1.
a. A trombeta castelhana deu sinal horrendo, fero, ingente e temeroso.
b. De(s)pois, com ofertas e romarias, deu as graças a Quem lhe deu vitória.

2.1. O sinal tinha sido / havia sido / fora dado pela trombeta castelhana.

3. É uma oração subordinada relativa restritiva.

4.1.
Já – complemento circunstancial de tempo;
pelo espesso ar – complemento circunstancial de lugar / espesso – atributo;
os estridentes farpões, setas e vários tiros – sujeito (composto);
voam – predicado (verbal). Nota: o verbo é intransitivo.

5.1.
dolore- > dolor – apócope do e;
dolor > door – síncope do l;
door > dor – contracção (crase) dos dois “o”.
5.2. A partir do mesmo étimo, podemos formar os adjectivos «doloroso», «indolor», «dolorido»; e o advérbio de modo «dolorosamente».

6.
a. Todos queriam lutar, embora / ainda que não tivessem armas. [ou] Embora / ainda que não tivessem armas, todos queriam lutar.
b. A espera foi tão longa que me deixei dormir a meio. [ou] A espera foi muito longa, de maneira que me deixei dormir a meio.
c. Não vou convosco à casa da Ana porque / uma vez que / já que (eu e ela) / (eu e a Ana) / (nós) nos zangámos.
d. Se (nós) partirmos de Lisboa às onze horas da manhã, podemos ainda almoçar em Aljubarrota. [ou] Podemos ainda almoçar em Aljubarrota, se partirmos de Lisboa às onze horas da manhã.

7.
a. Os soldados encontraram-se duas vezes.
b. Os dois exércitos tinham sofrido / haviam sofrido / sofreram muitas baixas.
c. Se os Castelhanos não cometessem alguns erros tácticos, provavelmente venceriam a batalha.
d. Os homens predispunham-se a dar a vida pela pátria.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Conteúdos para a Ficha de Avaliação

Ficha de Avaliação de Língua Portuguesa — 9.º A (29 de Abril)/9.º B (27 de Abril)

  • TEXTO(S) EM ANÁLISE: excerto de Os Lusíadas; texto correlacionado tematicamente.

  • CONTEÚDOS TEMÁTICOS: contextualização da obra (pp. 114-119 M); biografia de Luís de Camões (pp. 120-121); origem e características da epopeia (p. 188 M; CD); estrutura externa e interna da epopeia camoniana (pp. 188 e 235 M).
  • TÉCNICAS TEXTUAIS: notícia (p. 19 M); entrevista (p. 20 M); banda desenhada; texto publicitário; instruções; carta de reclamação (p. 20 M); texto dramático (p. 112 M); biobibliografia p. 19 M); regulamento (p. 20 M); acta (FI).
  • FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: história da língua (pp. 22-44 M/FI); formação de palavras (p. 260 M, CA); derivação imprópria (p. 260 M, CA); figuras de estilo (pp. 271-272 M); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); funções sintácticas/elementos da oração (pp. 261-265 M); determinantes e pronomes (pp. 245-246 e 254-255 M, CA); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); verbo (pp. 249-255 M, CA); conjunções e locuções conjuncionais (pp. 258 M, CA); frase complexa (pp. 267-268M, CA); conjugação perifrástica (p.256 M, pp. 25-26 CA); concordância do verbo com o sujeito (pp. 265-266 M, CA).

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ficha formativa - O Consílio dos Deuses

I — Interpretação Textual

Lê as estrofes 19 a 42 do Canto I de Os Lusíadas. Em seguida responde, de forma completa e bem estruturada, ao questionário apresentado.

1. A estrofe 19 dá início à Narração. Lê-a atentamente e identifica:
· a acção que aí se enuncia,
· as personagens envolvidas;
· o espaço em que se situam.
1.1. Sendo a Viagem o plano fulcral, porque não se inicia a narração com a partida das naus? (Se necessário, consulta a ficha informativa da página 188.)

2. Na estância 20, começa o Consílio dos deuses no Olimpo.
2.1. Repara nas referências temporais que introduzem as estrofes 19 e 20. O que te dizem quanto ao tempo em que se desenrolam os dois planos narrativos?

3. Uma leitura atenta do episódio do Consílio dos Deuses (ests. 20-41) permite-te identificar todos os aspectos, de maior ou menor importância, desta reunião:
3.1. Onde se realizou?
3.2. Por quem foi convocada e presidida?
3.3. Como se processou a convocatória dos participantes?
3.4. Quem constituía esta assembleia?
3.5. Qual o critério de distribuição dos membros pela sala?
3.6. Qual o objectivo desta sessão do Consílio?
3.7. Qual a decisão, previamente tomada, que Júpiter tem para anunciar à assembleia?
3.8. Em que fundamenta essa sua decisão?
3.9. Baco, apoiado por alguns deuses, constitui a força oponente aos desígnios de Júpiter. Que razões o movem?
3.10. Vénus lidera as forças que apoiam (adjuvantes) a decisão de Júpiter. O que justifica esse apoio?
3.11. Marte desempenha um papel fundamental no desenlace do conflito gerado entre as duas forças.
· Que argumentos utiliza para convencer Júpiter a resolver de vez o conflito?
· Que motivações não confessadas estarão na base da posição assumida pelo deus da guerra?
3.12. Qual a deliberação final do Consílio?

II — Funcionamento da Língua


1. Transcreve deste episódio versos em que o poeta recorre à perífrase para referir: Mercúrio, Júpiter, o Oceano Índico, os poetas.

2. Fazendo as alterações necessárias, substitui os segmentos destacados pela conjugação perifrástica, respeitando as ideias expressas nas frases e as indicações dadas.
a. Baco apresentou os seus argumentos. (começar + infinitivo)
b. Os portugueses navegavam perto de Moçambique. (ir + gerúndio)

3. Transcreve e classifica a oração subordinada, em cada uma das frases apresentadas.
a. Baco sabia que a sua proposta não seria aceite.
b. Marte, que apoiava a proposta de Júpiter, pôs fim à discussão.
c. Marte deu uma pancada tão forte, que o Sol perdeu um pouco da sua intensidade.
d. Como Marte sentia uma antiga paixão por Vénus, não hesitou em apoiá-la.

4. Baco discutia acaloradamente.
Procedendo às alterações que consideres necessárias, acrescenta à frase uma oração:
a. subordinada concessiva;
b. coordenada adversativa.

5. Júpiter, o pai dos deuses, deu o consílio por encerrado.
5.1. Analisa sintacticamente a frase.
5.2. Redige uma frase onde o adjectivo «encerrado» tenha a função de predicativo do sujeito.

SOLUÇÕES
I — Interpretação Textual


1. A acção enunciada nesta estrofe é a viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia. As personagens envolvidas, embora não estejam nomeadas, são os que «navegavam», os que «vão cortando as marítimas águas», ou seja, os navegadores portugueses. Não é especificado o local exacto em que se encontram, pois refere-se apenas que estão no «largo Oceano», mas presume-se, pela leitura da estrofe 42, que os portugueses estejam entre a costa sudeste africana e a ilha de Madagáscar.
1.1. A narração não se inicia com a partida de Lisboa porque, de acordo com as normas da epopeia, esta parte da obra deve começar por um momento já avançado da acção.
2. As referências temporais dadas por «já» e «quando» indicam que os dois planos narrativos — o mitológico e o da viagem — se desenrolam em simultâneo.

3.1. O Consílio, ou a reunião dos deuses, realizou-se no Olimpo.
3.2. A reunião foi convocada e presidida por Júpiter.
3.3. Os participantes na reunião foram convocados através de Mercúrio, o mensageiro dos deuses.
3.4. A assembleia era constituída pelos deuses que governavam os Sete Céus.
3.5. Júpiter, que presidia à reunião, estava num assento de estrelas e os restantes deuses estavam sentados num plano inferior. Os assentos mais próximos do trono de Júpiter, os lugares de honra, eram ocupados pelos deuses mais antigos; os outros participantes iam-se dispondo em lugares sucessivamente mais baixos, de acordo com a sua importância.
3.6. O objectivo desta sessão era dar a conhecer uma decisão que Júpiter tomara e ouvir a opinião dos participantes.
3.7. A decisão que Júpiter tem para anunciar é que pretende ajudar os marinheiros portugueses a chegar à Índia, e, como tal, determina que sejam recebidos como amigos na costa africana, para poderem descansar e reabastecer-se antes de prosseguirem viagem.
3.8. Júpiter fundamenta a sua decisão no facto de os navegantes já terem passado nas águas um duro Inverno, já terem enfrentado perigos imensos e estarem, portanto, exaustos.
3.9. Baco não quer que os portugueses cheguem à Índia para não perder a fama, a glória, o prestígio que tem nas terras do Oriente.
3.10. O que justifica esse apoio é o facto de Vénus gostar dos portugueses, por ver neles qualidades semelhantes às dos romanos, povo que lhe é tão querido (os romanos são descendentes do seu filho Eneias). Entre essas qualidades, destacam-se a bravura e a língua, que é muito semelhante ao latim. Além disso, a deusa do amor e da beleza também foi informada pelas Parcas, deusas do destino, que «há-de ser celebrada» nas terras onde os portugueses chegarem, interessando-lhe, pois, que os navegadores alcancem o Oriente.
3.11. Marte diz a Júpiter que não deve dar ouvidos a Baco, pois a sua opinião é suspeita. O que motiva o deus do vinho contra os portugueses não é nenhuma razão válida, mas sim a inveja, o medo de perder a fama. Por outro lado, Marte procura convencer Júpiter de que é sinal de fraqueza voltar atrás após a tomada de uma decisão.
3.12. A deliberação final do consílio é a de ajudar os portugueses, como Júpiter tinha decidido.

II — Funcionamento da Língua
1. Para referir Mercúrio, o poeta utiliza a perífrase «neto gentil do velho Atlante» (est. 20). Júpiter aparece designado Como «o Padre […] que vibra os feros raios de Vulcano» (est. 22). O Oceano Índico é o «mar que vê do Sol a roxa entrada» (est. 28). Os poetas são referidos como «quantos bebem a água de Parnaso» (est.32).

2.
a. Baco começou a apresentar os seus argumentos.
b. Os portugueses iam navegando.

3.
a. que a sua proposta não seria aceite — oração subordinada integrante ou completiva (funciona como CD da oração subordinante).
b. que apoiava a proposta de Júpiter — oração subordinada relativa explicativa (o antecedente do pronome relativo é Marte).
c. que o Sol perdeu um pouco da sua intensidade — oração subordinada consecutiva (apresenta uma consequência da acção expressa na oração subordinante).
d. Como Marte sentia uma antiga paixão por Vénus — oração subordinada causal (como = visto que, porque)

4.
a. Baco discutia acaloradamente, embora respeitasse a opinião de Vénus.
b. Baco discutia acaloradamente, apesar disso poucos o escutavam.

5.
5.1. «Júpiter« — sujeito (simples); «o pai dos deuses» — aposto; «dos deuses» — complemento determinativo; «deu o consílio por encerrado» — predicado; «o consílio» — complemento directo; «por encerrado» — predicativo do complemento directo.
5.2. O estabelecimento está encerrado. (O verbo é, necessariamente, copulativo.)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Conteúdos para o teste (Março)

Ficha de Avaliação de Língua Portuguesa — 9.º A (13 de Março)/9.º B (12 de Março)

  • TEXTO(S) EM ANÁLISE: excerto de Os Lusíadas; texto correlacionado tematicamente (?).

  • CONTEÚDOS TEMÁTICOS: contextualização da obra (pp. 114-119 M); biografia de Luís de Camões (pp. 120-121); origem e características da epopeia (p. 188 M; CD); estrutura externa e interna da epopeia camoniana (pp. 188 e 235 M).
  • TÉCNICAS TEXTUAIS: notícia (p. 19 M); entrevista (p. 20 M); banda desenhada; texto publicitário; instruções; carta de reclamação (p. 20 M); texto dramático (p. 112 M); biobibliografia p. 19 M); regulamento (p. 20 M); acta (FI).
  • FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: história da língua (pp. 22-44 M/FI); formação de palavras (p. 260 M, CA); derivação imprópria (p. 260 M, CA); figuras de estilo (pp. 271-272 M); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); funções sintácticas/elementos da oração* (pp. 261-265 M); determinantes e pronomes (pp. 245-246 e 254-255 M, CA); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); verbo (pp. 249-255 M, CA); conjunções e locuções conjuncionais (pp. 258 M, CA); frase complexa (pp. 267-268 M, CA); conjugação perifrástica (p.256 M, pp. 25-26 CA).

    * Em particular: sujeito; predicado verbal; predicado nominal; complemento directo; complemento indirecto; predicativo do sujeito; predicativo do complemento directo; verbos transitivos e intransitivos; verbos copulativos.