domingo, 22 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Ficha formativa - O Consílio dos Deuses
I — Interpretação Textual
Lê as estrofes 19 a 42 do Canto I de Os Lusíadas. Em seguida responde, de forma completa e bem estruturada, ao questionário apresentado.
1. A estrofe 19 dá início à Narração. Lê-a atentamente e identifica:
· a acção que aí se enuncia,
· as personagens envolvidas;
· o espaço em que se situam.
1.1. Sendo a Viagem o plano fulcral, porque não se inicia a narração com a partida das naus? (Se necessário, consulta a ficha informativa da página 188.)
2. Na estância 20, começa o Consílio dos deuses no Olimpo.
2.1. Repara nas referências temporais que introduzem as estrofes 19 e 20. O que te dizem quanto ao tempo em que se desenrolam os dois planos narrativos?
3. Uma leitura atenta do episódio do Consílio dos Deuses (ests. 20-41) permite-te identificar todos os aspectos, de maior ou menor importância, desta reunião:
3.1. Onde se realizou?
3.2. Por quem foi convocada e presidida?
3.3. Como se processou a convocatória dos participantes?
3.4. Quem constituía esta assembleia?
3.5. Qual o critério de distribuição dos membros pela sala?
3.6. Qual o objectivo desta sessão do Consílio?
3.7. Qual a decisão, previamente tomada, que Júpiter tem para anunciar à assembleia?
3.8. Em que fundamenta essa sua decisão?
3.9. Baco, apoiado por alguns deuses, constitui a força oponente aos desígnios de Júpiter. Que razões o movem?
3.10. Vénus lidera as forças que apoiam (adjuvantes) a decisão de Júpiter. O que justifica esse apoio?
3.11. Marte desempenha um papel fundamental no desenlace do conflito gerado entre as duas forças.
· Que argumentos utiliza para convencer Júpiter a resolver de vez o conflito?
· Que motivações não confessadas estarão na base da posição assumida pelo deus da guerra?
3.12. Qual a deliberação final do Consílio?
II — Funcionamento da Língua
1. Transcreve deste episódio versos em que o poeta recorre à perífrase para referir: Mercúrio, Júpiter, o Oceano Índico, os poetas.
2. Fazendo as alterações necessárias, substitui os segmentos destacados pela conjugação perifrástica, respeitando as ideias expressas nas frases e as indicações dadas.
a. Baco apresentou os seus argumentos. (começar + infinitivo)
b. Os portugueses navegavam perto de Moçambique. (ir + gerúndio)
3. Transcreve e classifica a oração subordinada, em cada uma das frases apresentadas.
a. Baco sabia que a sua proposta não seria aceite.
b. Marte, que apoiava a proposta de Júpiter, pôs fim à discussão.
c. Marte deu uma pancada tão forte, que o Sol perdeu um pouco da sua intensidade.
d. Como Marte sentia uma antiga paixão por Vénus, não hesitou em apoiá-la.
4. Baco discutia acaloradamente.
Procedendo às alterações que consideres necessárias, acrescenta à frase uma oração:
a. subordinada concessiva;
b. coordenada adversativa.
5. Júpiter, o pai dos deuses, deu o consílio por encerrado.
5.1. Analisa sintacticamente a frase.
5.2. Redige uma frase onde o adjectivo «encerrado» tenha a função de predicativo do sujeito.
SOLUÇÕES
I — Interpretação Textual
1. A acção enunciada nesta estrofe é a viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia. As personagens envolvidas, embora não estejam nomeadas, são os que «navegavam», os que «vão cortando as marítimas águas», ou seja, os navegadores portugueses. Não é especificado o local exacto em que se encontram, pois refere-se apenas que estão no «largo Oceano», mas presume-se, pela leitura da estrofe 42, que os portugueses estejam entre a costa sudeste africana e a ilha de Madagáscar.
1.1. A narração não se inicia com a partida de Lisboa porque, de acordo com as normas da epopeia, esta parte da obra deve começar por um momento já avançado da acção.
2. As referências temporais dadas por «já» e «quando» indicam que os dois planos narrativos — o mitológico e o da viagem — se desenrolam em simultâneo.
3.1. O Consílio, ou a reunião dos deuses, realizou-se no Olimpo.
3.2. A reunião foi convocada e presidida por Júpiter.
3.3. Os participantes na reunião foram convocados através de Mercúrio, o mensageiro dos deuses.
3.4. A assembleia era constituída pelos deuses que governavam os Sete Céus.
3.5. Júpiter, que presidia à reunião, estava num assento de estrelas e os restantes deuses estavam sentados num plano inferior. Os assentos mais próximos do trono de Júpiter, os lugares de honra, eram ocupados pelos deuses mais antigos; os outros participantes iam-se dispondo em lugares sucessivamente mais baixos, de acordo com a sua importância.
3.6. O objectivo desta sessão era dar a conhecer uma decisão que Júpiter tomara e ouvir a opinião dos participantes.
3.7. A decisão que Júpiter tem para anunciar é que pretende ajudar os marinheiros portugueses a chegar à Índia, e, como tal, determina que sejam recebidos como amigos na costa africana, para poderem descansar e reabastecer-se antes de prosseguirem viagem.
3.8. Júpiter fundamenta a sua decisão no facto de os navegantes já terem passado nas águas um duro Inverno, já terem enfrentado perigos imensos e estarem, portanto, exaustos.
3.9. Baco não quer que os portugueses cheguem à Índia para não perder a fama, a glória, o prestígio que tem nas terras do Oriente.
3.10. O que justifica esse apoio é o facto de Vénus gostar dos portugueses, por ver neles qualidades semelhantes às dos romanos, povo que lhe é tão querido (os romanos são descendentes do seu filho Eneias). Entre essas qualidades, destacam-se a bravura e a língua, que é muito semelhante ao latim. Além disso, a deusa do amor e da beleza também foi informada pelas Parcas, deusas do destino, que «há-de ser celebrada» nas terras onde os portugueses chegarem, interessando-lhe, pois, que os navegadores alcancem o Oriente.
3.11. Marte diz a Júpiter que não deve dar ouvidos a Baco, pois a sua opinião é suspeita. O que motiva o deus do vinho contra os portugueses não é nenhuma razão válida, mas sim a inveja, o medo de perder a fama. Por outro lado, Marte procura convencer Júpiter de que é sinal de fraqueza voltar atrás após a tomada de uma decisão.
3.12. A deliberação final do consílio é a de ajudar os portugueses, como Júpiter tinha decidido.
II — Funcionamento da Língua
1. Para referir Mercúrio, o poeta utiliza a perífrase «neto gentil do velho Atlante» (est. 20). Júpiter aparece designado Como «o Padre […] que vibra os feros raios de Vulcano» (est. 22). O Oceano Índico é o «mar que vê do Sol a roxa entrada» (est. 28). Os poetas são referidos como «quantos bebem a água de Parnaso» (est.32).
2.
a. Baco começou a apresentar os seus argumentos.
b. Os portugueses iam navegando.
3.
a. que a sua proposta não seria aceite — oração subordinada integrante ou completiva (funciona como CD da oração subordinante).
b. que apoiava a proposta de Júpiter — oração subordinada relativa explicativa (o antecedente do pronome relativo é Marte).
c. que o Sol perdeu um pouco da sua intensidade — oração subordinada consecutiva (apresenta uma consequência da acção expressa na oração subordinante).
d. Como Marte sentia uma antiga paixão por Vénus — oração subordinada causal (como = visto que, porque)
4.
a. Baco discutia acaloradamente, embora respeitasse a opinião de Vénus.
b. Baco discutia acaloradamente, apesar disso poucos o escutavam.
5.
5.1. «Júpiter« — sujeito (simples); «o pai dos deuses» — aposto; «dos deuses» — complemento determinativo; «deu o consílio por encerrado» — predicado; «o consílio» — complemento directo; «por encerrado» — predicativo do complemento directo.
5.2. O estabelecimento está encerrado. (O verbo é, necessariamente, copulativo.)
quarta-feira, 4 de março de 2009
Conteúdos para o teste (Março)
Ficha de Avaliação de Língua Portuguesa — 9.º A (13 de Março)/9.º B (12 de Março)
- TEXTO(S) EM ANÁLISE: excerto de Os Lusíadas; texto correlacionado tematicamente (?).
- CONTEÚDOS TEMÁTICOS: contextualização da obra (pp. 114-119 M); biografia de Luís de Camões (pp. 120-121); origem e características da epopeia (p. 188 M; CD); estrutura externa e interna da epopeia camoniana (pp. 188 e 235 M).
- TÉCNICAS TEXTUAIS: notícia (p. 19 M); entrevista (p. 20 M); banda desenhada; texto publicitário; instruções; carta de reclamação (p. 20 M); texto dramático (p. 112 M); biobibliografia p. 19 M); regulamento (p. 20 M); acta (FI).
- FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: história da língua (pp. 22-44 M/FI); formação de palavras (p. 260 M, CA); derivação imprópria (p. 260 M, CA); figuras de estilo (pp. 271-272 M); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); funções sintácticas/elementos da oração* (pp. 261-265 M); determinantes e pronomes (pp. 245-246 e 254-255 M, CA); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); verbo (pp. 249-255 M, CA); conjunções e locuções conjuncionais (pp. 258 M, CA); frase complexa (pp. 267-268 M, CA); conjugação perifrástica (p.256 M, pp. 25-26 CA).
* Em particular: sujeito; predicado verbal; predicado nominal; complemento directo; complemento indirecto; predicativo do sujeito; predicativo do complemento directo; verbos transitivos e intransitivos; verbos copulativos.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
OS LUSÍADAS - FICHA FORMATIVA
CONTEXTUALIZAÇÃO
RENASCIMENTO, HUMANISMO E CLASSICISMO
1. O Renascimento é a aceitação das formas artísticas:
A. hispano-portuguesas
B. greco-latinas
C. franco-italianas
2. Em Portugal, o Renascimento abrange os séculos:
A. XV - XVI
B. XVII - XVIII
C. XIII – XIV
3. O grande contributo português para o Renascimento foi/foram:
A. a aceitação dos judeus vindos de Espanha
B. os descobrimentos
C. a expulsão dos muçulmanos
4. Ao movimento que valoriza tudo o que é humano e exalta os valores do homem como centro do Universo dá-se o nome de:
A. experimentalismo
B. Humanismo
C. Teocentrismo
5. Com esta corrente de pensamento, o Homem passou a considerar-se como o centro de todas as coisas. A este fenómeno dá-se o nome de:
A. teocentrismo
B. geocentrismo
C. antropocentrismo
6. O Classicismo consiste num sentimento de admiração pela Antiguidade Clássica e no desejo de imitação da cultura greco-romana e de retoma:
A. dos seus valores
B. dos seus vícios
C. da sua tecnologia
EPOPEIA
7. Uma epopeia pertence ao:
A. modo lírico
B. modo narrativo
C. modo dramático
8. Tem como grande objectivo:
A. narrar uma pequena história
B. narrar lendas e mitos
C. narrar feitos gloriosos para os celebrar
9. A Eneida é uma epopeia:
A. latina da Antiguidade Clássica
B. latina do Renascimento
C. latina da Idade Média
10. A acção da epopeia inicia-se:
A. no seu fim
B. no seu princípio
C. "in media res”
FONTES
11. Para escrever Os Lusíadas, Camões recorreu a fontes:
A. literárias, históricas e científicas
B. históricas e agrícolas
C. comerciais e literárias
AUTOR
12. O grande vulto do Renascimento foi Luís de Camões, que se pensa ter vivido entre os anos:
A. 1521/22 - 1585
B. 1424/25 - 1472
C. 1524/25 - 1580
13. Luís de Camões escreveu Os Lusíadas, que tiveram a sua primeira edição:
A. em 1570
B. em 1571
C. em 1572
14. Durante a sua vida agitada, Luís de Camões foi:
A. frequentador das cortes europeias
B. adepto de uma vida monástica
C. soldado em expedições militares
15. Pensa-se que Luís de Camões, devido à sua vastíssima cultura, estudou:
A. no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra
B. na Universidade de Lisboa
C. na Universidade de Évora
16. Devido a alguns desacatos, em Lisboa, o poeta foi obrigado a partir para:
A. a Índia
B. África
C. o Brasil
ESTRUTURA EXTERNA
17. Camões dividiu Os Lusíadas em:
A. dez cenas
B. dez cantos
C. dez estrofes
18. Todas as estâncias da obra são:
A. dísticos
B. quadras
C. oitavas
19. O esquema rimático das estâncias é:
A. a b a b a b c c
B. a b b a a b c c
C. a a b b a a c c
20. Os tipos de rima presentes na obra são:
A. interpolada e cruzada
B. cruzada, interpolada e emparelhada
C. cruzada e emparelhada
21. Cada verso é composto por:
A. sete sílabas métricas (redondilha maior)
B. dez sílabas métricas (décima)
C. dez sílabas métricas (decassílabo)
22. A maioria dos versos são decassílabos heróicos porque possuem acentuação rítmica:
A. na quarta, sexta e décima sílabas
B. na quarta e décima sílabas
C. na sexta e décima sílabas
ESTRUTURA INTERNA
23. A ordem das partes que constituem a epopeia é a seguinte:
A. Dedicatória - Narração - Proposição - Invocação
B. Narração - Invocação - Proposição - Dedicatória
C. Proposição - Invocação - Dedicatória - Narração
24. Na Proposição, o poeta:
A. apresenta o assunto do poema, que irá constituir o objecto da sua narração.
B. dedica o poema ao rei D. Sebastião, a quem tece vários elogios.
C. pede inspiração às Tágides.
25. Ao longo da narração do poema, articulam-se quatro planos:
A. viagem - mitologia – História de Portugal - deuses
B. viagem - mitologia – História de Portugal – considerações do poeta
C. viagem – mitologia – Antiguidade Clássica – considerações do poeta
26. Quando o leitor toma contacto com a acção, esta encontra-se:
A. numa fase adiantada
B. no início
C. no fim
27. Os planos da viagem e da mitologia são:
A. encaixados
B. paralelos
C. as duas primeiras partes da estrutura interna
28. As unidades narrativas, mais ou menos extensas, nas quais se faz uma narração completa (introdução, desenvolvimento, conclusão) de acontecimentos reais ou imaginários, designam-se:
A. episódios
B. estâncias
C. cantos
II
A PROPOSIÇÃO
Lê atentamente as três primeiras estrofes da obra (página 127 do manual).
1. Na Proposição, o poeta indica as personagens da nossa História que se propõe cantar.
1.1. De que características se revestem?
1.2. Trata-se de personagens individuais ou colectivas?
2. Identifica o verso:
2.1. que resume as intenções do poeta;
2.2. que reúne todas estas personagens numa só.
3. Para além dos heróis nacionais, o poeta refere outros.
3.1. Identifica-os.
3.2. Que razão terá levado o poeta a citá-los?
4. «Cantando espalharei por toda a parte (…) / as armas e os barões assinalados (…) / as memórias gloriosas daqueles reis (…) / e aqueles que (…) se vão da lei da morte libertando.»
4.1. Com base na transcrição, identifica os protagonistas do canto que o poeta pretende espalhar por toda a parte.
4.2. Relendo as duas primeiras estrofes atentamente, especifica os feitos realizados por cada um dos protagonistas colectivos referidos.
5. «da Ocidental praia Lusitana». (est. 1, v. 2)
Explica em que medida a expressão transcrita pode ser considerada simultaneamente uma perífrase e uma sinédoque (cf. páginas 271-272 do manual).
6. Explica o significado dos seguintes versos.
«Mais do que prometia a força humana» (est. 1, v. 6)
«Se vão da lei da Morte libertando» (est. 2, v. 6)
«Cesse tudo o que a Musa antiga canta, / Que outro valor mais alto se alevanta» (est. 3, vv. 7-8)
7. Explica, agora, em que consiste a Proposição e qual a sua função no conjunto da obra.
8. Recorda o que aprendeste a propósito dos planos do poema.
Em que medida é possível identificar, na Proposição, esses diferentes planos? Justifica com elementos do texto.
III
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA
Sugiro a resolução dos exercícios propostos no Caderno de Actividades (páginas 37-48), bem como a revisão dos restantes conteúdos.
SOLUÇÕES
I — CONTEXTUALIZAÇÃO
Opção A: 2, 6, 9, 11, 15, 16, 19, 24, 26, 28
Opção B: 1, 3, 4, 7, 17, 25, 27
Opção C: 5, 8, 10, 12, 13, 14, 18, 20, 21, 22, 23
II — A PROPOSIÇÃO
1.1. Todos eles se destacam pela coragem, ousadia e heroísmo, sendo, por conseguinte, imortais.
1.2. São personagens colectivas.
2.1. «Cantando espalharei por toda a parte».
2.2. «Que eu canto o peito ilustre Lusitano».
3.1. O poeta faz referência a Ulisses, Eneias, Alexandre Magno e Trajano.
3.2. Ulisses e Eneias, heróis da Odisseia e Eneida, respectivamente, tiveram de enfrentar perigos sobre-humanos na terra e no mar, até conseguirem chegar ao seu destino. Alexandre Magno e Trajano conquistaram grandes impérios. Camões, quando pede que se deixe de falar nesses heróis da Antiguidade, uma vez que ele vai cantar os feitos dos portugueses, evidencia que estes superaram as grandes e lendárias façanhas dos heróis do passado.
4.1. Os protagonistas do canto do poeta são os «as armas e os barões assinalados», isto é, os guerreiros e homens ilustres que se distinguiram pelos feitos heróicos; os reis que deixaram para o futuro recordações de glória; e todas as personalidades que de algum modo se distinguiram e, por isso, nunca cairão no esquecimento.
4.2. Os «barões assinalados» desvendaram caminhos marítimos desde Portugal até ao Extremo Oriente e construíram em terras distantes um novo reino; os Reis de «memórias gloriosas» dilataram a Fé cristã e o Império português ao promoverem a expansão por terras de África e Ásia; «aqueles (…) que se vão da lei da Morte libertando» fizeram obras de valor com que imortalizaram os seus nomes.
5. Esta expressão é uma perífrase, uma vez que o poeta diz por muitas palavras o que poderia ser dito apenas por uma — Portugal. Além disso, encontramos também uma sinédoque porque Portugal (o todo) é aqui designado por uma das suas partes.
6.
- Estes heróis suplantaram aquilo que era legítimo esperar de simples humanos, ou seja, ultrapassaram a natural fraqueza do homem.
- O poeta refere-se a todos aqueles que, pelas obras realizadas, ficarão para sempre «imortais», isto é, na memória dos homens.
- De acordo com o poeta, os feitos dos portugueses, no mar, são superiores aos de Ulisses e Eneias, assim como os seus feitos em terra, nas diversas conquistas, são superiores aos feitos guerreiros de Alexandre Magno e de Trajano. Por essa razão, o poeta afirma que os feitos antigos deverão «calar-se», pois há agora um novo herói, capaz de os suplantar: o herói português.
7. O poeta expõe o tema da sua obra e apresenta aqueles que vão ser objecto da exaltação épica.
8.
Cf. exercício 9. do manual (página 129).
OK
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Luís de Camões — Breve resenha biográfica e literária
Presume-se que era fidalgo da pequena nobreza (“Cavaleiro Fidalgo” da Casa Real, assim diz a carta de perdão de 1553), o que lhe terá dado acesso à corte, enquanto viveu em Lisboa. Sabe-se que, entre 1549 e 1551, participou numa expedição militar ao Norte de África onde, num acidente de guerra, perdeu o olho direito. Em 1552, encontrava-se novamente em Lisboa, e, se por um lado frequenta o paço onde se relaciona com a fidalguia da época e com algumas das principais damas da corte, por outro, vive uma vida boémia, fazendo parte de bandos de brigões e colaborando em rixas violentas.
Em 1552, numa briga, fere um arrieiro do Rei, Gonçalo Borges, pelo que é preso na Cadeia do Tronco onde permanece até Março de 1553. Após ter sido perdoado pelo ferido, é liberto e o poeta pede ao Rei o seu perdão, na sequência do qual se pode justificar a sua partida para a Índia, ao serviço do Rei, nesse mesmo ano de 1553.
Durante três anos, prestou serviço militar na Índia e posteriormente desempenhou cargos administrativos. Apesar da protecção e amizade do vice-rei, D. Francisco Coutinho, esteve preso por dívidas. Parece também ter estado em Macau e, no regresso à Índia, sofreu um naufrágio, no qual perdeu todos os seus bens, salvando-se a nado com o manuscrito de Os Lusíadas, como revela na estância 128, canto X. Em 1568, ajudado pelo capitão Pero Barreto Rolim, parte para Moçambique, onde vários amigos o vão encontrar na miséria e lhe pagam a viagem de regresso a Portugal, onde chega a Lisboa em Abril de 1570.
Prepara, então, a publicação de Os Lusíadas, poema épico dedicado ao Rei D. Sebastião, que lhe concede uma tença anual de 15 000 reais brancos, que nem sempre lhe foi paga com regularidade. Em 1572, Os Lusíadas são publicados. Para além desta obra, Camões é autor de uma vasta obra lírica e de três autos ou comédias — El-Rei Seleuco, Auto de Filodemo e Anfitriões.
Os seus últimos anos de vida em Portugal ficaram, na tradição, como anos de miséria. Morreu no dia 10 de Junho de 1580 — no mesmo ano em que Portugal perdeu a independência — sendo enterrado no convento de Sant’Ana, onde o amigo D. Gonçalo Coutinho lhe mandou reservar uma sepultura, em cuja lápide inscreveu:
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Exame de Língua Portuguesa
http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=218&fileName=IE_Linguaportuguesa_22_09.pdf
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Conteúdos para a ficha de avaliação
Ficha de Avaliação de Língua Portuguesa — 9.º Ano
6 de Fevereiro de 20098 (9.º A) / 12 de Fevereiro de 2009 (9.º B)
TEXTO(S) EM ANÁLISE: excerto de Os Lusíadas; texto correlacionado tematicamente (?).
CONTEÚDOS TEMÁTICOS: contextualização da obra (pp. 114-119 M); biografia de Luís de Camões (pp. 120-121); origem e características da epopeia (p. 188 M; CD); estrutura externa e interna da epopeia camoniana (pp. 188 e 235 M).
TÉCNICAS TEXTUAIS: notícia; entrevista (p. 20 M); banda desenhada; texto publicitário; instruções; carta de reclamação (p. 20 M); texto dramático (p. 112 M); biobibliografia p. 19 M); regulamento (p. 20 M).
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: história da língua (pp. 22-44 M/FI); formação de palavras (p. 260 M, CA); derivação imprópria (p. 260 M, CA); figuras de estilo (pp. 271-272 M); funções sintácticas/elementos da oração* (pp. 261-265 M); determinantes e pronomes (pp. 245-246 e 254-255 M, CA); tipos e formas de frase (p. 261 M, CA); verbo (pp. 249-255 M, CA).
* Em particular: sujeito; predicado verbal; predicado nominal; complemento directo; complemento indirecto; predicativo do sujeito; predicativo do complemento directo; verbos transitivos e intransitivos; verbos copulativos.